A intervenção urbana fotográfica “Por que a fotografia não grita?” é composta por fotografias em preto e branco em alto contraste que retratam gritos congelados de diversas pessoas que moram ou transitam pelas grandes cidades. Dispostas por meio de cartazes lambe-lambe nas grandes avenidas e lugares movimentados ou ruidosos - como canteiros de obra, construções ou estações centrais de metrô e ônibus - as imagens têm o intuito de representar o grito da própria cidade para seus habitantes e passantes.

O desejo de escuta é representado através do grito mudo dessas pessoas, que pode ser ouvido através somente de imagens nas paredes. O trabalho é uma tentativa de extravasar os limites do meio fotográfico, transportando sons através de imagens para lugares públicos.

Por que a fotografia não grita?” terá sua estréia na cidade de Fortaleza, no período de 14 de outubro à 23 de novembro, dentro da programação do 59º Salão de Abril – Desejo: Arte e Resistência (www.salaodeabril.org), e poderá ser visto em diversos pontos da cidade como Terminal do Siqueira, Terminal do Papicu e o Centro de Referência do professor. Mas, vale caminhar pelas ruas em busca de gritos em lugares inesperados.

O projeto

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